PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado
Senador do Rio Grande do Norte vai enfrentar Davi Alcolumbre na disputa pelo comando da Casa em 2027; partido também articula apoio de outras legendas

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito em Brasília, após uma reunião entre lideranças da legenda.
Atual líder da oposição no Senado, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e também coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Na disputa pelo comando da Casa, o principal adversário será o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca permanecer no cargo a partir de fevereiro de 2027.
Ao confirmar a candidatura, Rogério Marinho afirmou que pretende defender a democracia e que não aceitará interferências do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo eleitoral do Senado.
Articulação política
O PL também trabalha para ampliar o apoio de outras legendas à candidatura. O líder do partido no Senado, Carlos Portinho, confirmou o respaldo da bancada a Marinho e afirmou que a sigla pretende construir uma aliança com outras forças políticas.
Na eleição anterior para a presidência da Casa, Rogério Marinho recebeu 32 votos, mas foi derrotado por Davi Alcolumbre. Agora, o partido aposta na ampliação de sua bancada e nas conversas com parlamentares de outras legendas para fortalecer a candidatura.
Outro nome que pode influenciar as articulações é o da senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS), que também manifestou interesse em disputar a presidência do Senado.
Marinho afirmou manter uma parceria política com Tereza Cristina e destacou que os dois estão do mesmo lado na defesa dos interesses do Brasil.
Disputa também na Câmara
Enquanto define a estratégia para o Senado, o PL ainda não decidiu qual posição adotará na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados.
A legenda avalia se apoiará a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Casa ou se lançará um candidato próprio.
A decisão deverá ser tomada na próxima quarta-feira (11), após uma nova reunião da bancada, que também contará com a participação dos parlamentares eleitos.
A eleição para as presidências do Senado e da Câmara está prevista para 1º de fevereiro de 2027. No Senado, são necessários pelo menos 41 votos, entre os 81 parlamentares, para conquistar o comando da Casa.
As movimentações fazem parte das articulações partidárias para definir a composição das mesas diretoras das duas Casas do Congresso Nacional na próxima legislatura.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



