PL 'Guilherme Gabriel' restringe criação de cães de guarda em Itabira após tragédia
O menino Guilherme Gabriel Couto Silva, de 12 anos, faleceu nesse domingo (16) dias após ser atacado por cães da raça Rottweiler

A Prefeitura de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, informou nesta segunda-feira (17) que está em construção um projeto de lei na cidade para restringir a criação de cães de guarda após a morte de Guilherme Gabriel Couto Silva, de 12 anos, atacado por Rottweilers.
“A Prefeitura de Itabira compartilha do sentimento de indignação da população e já atua para que a legislação municipal seja mais rígida e proíba, em toda cidade e nas áreas rurais, a entrada, procriação e comercialização de raças como Rottweiler, Pit-Bull, Fila-Brasileiro, Dobermann e outras semelhantes, e que estabeleça regras, rotinas de fiscalização e controle absoluto dos cães já existentes, bem como novas formas de punições e tolerância zero para casos de descumprimento dos dispositivos legais”, afirma em nota.
O caso
Guilherme Gabriel Couto Silva, de 12 anos, morreu nesse domingo (16), quatro dias após ser atacado por cães da raça Rottweiler em Itabira.
O episódio aconteceu na última quarta-feira (12). Guilherme foi arrastado pelos animais até um matagal. Ele sofreu diversos ferimentos pelo corpo, incluindo a perfuração de uma veia e um edema no rosto.
Militares do 26º Batalhão socorreram o menino e abateram os cães com disparos de arma de fogo. A vítima chegou a ser transferida para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, onde passou por procedimento cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O caso é analisado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O tutor dos animais é investigado por omissão de cautela na guarda ou condução de animais e por homicídio doloso.
Guilherme Gabriel foi velado nesta segunda-feira (17) no Cemitério da Paz, em Itabira.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



