PF prende suspeito em operação contra vazamento dos dados de ministros do STF
Nova fase da Operação Exfil apura esquema de obtenção ilegal de informações fiscais de autoridades e familiares

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (1º), um suspeito no âmbito de uma nova operação contra vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação faz parte de uma nova fase da Operação Exfil, que investiga um esquema de obtenção e comercialização ilegal de informações fiscais protegidas por sigilo.
De acordo com a PF, o grupo teria acessado, sem autorização, sistemas da Receita Federal para obter declarações fiscais de autoridades públicas e de seus familiares.
Nesta etapa da operação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pelo STF, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A primeira fase da Operação Exfil foi deflagrada em 17 de fevereiro de 2026 e teve como foco o repasse de documentos sigilosos obtidos de forma criminosa, mediante pagamento.
Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes autorizou medidas como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
As investigações apuram o vazamento de dados sensíveis de ministros da Corte e de seus familiares, o que levanta preocupações sobre o uso indevido de informações protegidas por lei.
O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) criticou as medidas cautelares impostas a servidores no âmbito do inquérito.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o diretor de Comunicação da entidade, Marcelo Lettieri, classificou as decisões como “exageradas” diante das informações divulgadas até o momento.
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia
