PF muda de posição e decide indiciar três pessoas por suposta agressão a Moraes no Aeroporto de Roma
Delegado que assina manifestação diz que crimes foram cometidos contra servidor público, o que torna a pena maior

Após quase quatro meses, a Polícia Federal mudou de entendimento e decidiu indiciar três pessoas por calúnia e difamação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e seu filho, Alexandre Barci de Moraes, em uma confusão ocorrida no Aeroporto de Roma, na Itália, em julho do ano passado.
Em fevereiro deste ano, a investigação conduzida pelo órgão chegou à conclusão que o empresário Roberto Mantovani Filho, sua esposa Andreia Munarão e Alex Zanatta Bignotto haviam cometido crime de injúria, mas que não poderiam ser indiciados pela Polícia Federal por este se tratar de um crime de "menor potencial ofensivo" — cuja pena máxima não supera os dois anos.
Agora, em novo despacho enviado ao STF, o delegado Thiago Severo de Rezende, diz que, como o crime foi cometido contra servidor público, a pena máxima pode chegar a dois anos e oito meses, o que permitiria a conclusão por indiciamento.
"Diante de tal circunstância entendo que, no caso em questão, cabível e necessário o indiciamento dos investigados no referido crime", diz o delegado.
Relembre o caso
O caso aconteceu em julho de 2023 no aeroporto de Roma, na Itália. A conclusão da PF foi de que o empresário Roberto Mantovani Filho, de 71 anos, injuriou o filho de Moraes. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Hiroshi de Araújo Sakaki, optou por não indicia-lo, entendendo que o crime foi de menor potencial ofensivo.
Na justificativa, ele também alegou que há muitas incongruências nos depoimentos dos envolvidos que não podem ser esclarecidas devido a ausência de som no vídeo usado como prova, além da impossibilidade de leitura labial pela baixa qualidade das imagens.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.




