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PF cumpre busca e apreensão contra assessor de Braga Netto

Dois aparelhos de celular foram apreendidos na residência de Braga Netto neste sábado (14); o militar nega as acusações e tem afirmado que “nunca se tratou de golpe”.

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Foto mostra agentes da Polícia Federal
PF prende sete policiais militares suspeitos de ligação com tráfico e milícias no Rio • Arquivo/Agência Brasil

Além da prisão de Braga Netto, a Polícia Federal cumpre na manhã deste sábado (14) mandado de busca e apreensão na residência do coronel Peregrino, assessor do general. A busca é referente ao inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

Foi de autoria de Peregrino um documento manuscrito apreendido pela Polícia Federal na sede do Partido Liberal que afirmava: “Lula não sobe a rampa”.

O material obtido na investigação que mira um grupo responsável pela elaboração e planejamento de um golpe de Estado foi encontrado em uma pasta denominada “memórias importantes” e funcionava como um “esboço de ações planejadas para a denominada Operação 142”, conforme a Polícia Federal.

Braga Netto é general da reserva do Exército, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Bolsonaro e candidato a vice na chama que perdeu a eleição de 2022. Medidas estão sendo cumpridas nas cidades do Rio de Janeiro e Brasília, com o apoio do Exército Brasileiro. Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e uma cautelar diversa da prisão contra indivíduos que estariam atrapalhando a livre produção de provas durante a instrução processual penal.

De acordo com a PF, as medidas judiciais pretendem evitar a reiteração das ações ilícitas.

Tentativa de golpe de Estado

Vale destacar, que em novembro deste ano, a Polícia Federal indiciou Braga Netto, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de golpe de Estado.

Também estavam na lista os ex-ministros do governo Bolsonaro, ex-comandantes do Exército e da Marinha, militares e ex-assessores do ex-presidente. Todas foram indiciadas pela Polícia Federal pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.