O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a corporação atua com autonomia, transparência e respeito à Constituição, sem proteger ou perseguir pessoas ou grupos. A declaração foi feita durante a solenidade de formatura de 683 novos policiais federais, em Brasília, em um momento em que a atuação da PF está no centro do debate político e jurídico.
Sem citar casos específicos, Andrei destacou que a independência técnica da instituição é um dos pilares da Polícia Federal: "Nesta gestão, trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir", afirmou.
Ao se dirigir aos novos policiais, o diretor-geral reforçou que a atuação dos servidores deve ser guiada exclusivamente pela lei: "Nunca se esqueçam de que atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha", declarou.
Contexto
As declarações ocorrem em meio a divergências entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a condução das investigações relacionadas às fraudes no INSS. A atuação da corporação também voltou ao centro das discussões após críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito de vazamentos envolvendo investigações sobre seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Sem mencionar diretamente esses episódios, Andrei Rodrigues aproveitou a cerimônia para reafirmar o compromisso da Polícia Federal com a legalidade, a imparcialidade e a independência institucional, ressaltando que a missão da corporação deve permanecer distante de interesses políticos ou pressões externas.