PEC que dá autonomia financeira ao Banco Central tem análise adiada no Senado
Discussão será retomada na sessão da Comissão de Constituição e Justiça da próxima semana. Análise ocorre em meio aos confrontos entre Lula e Campos Neto

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal adiou, nesta quarta-feira (3), a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que confere autonomia financeira e administrativa ao Banco Central. A discussão foi interrompida por um pedido de vista coletivo dos senadores que compõem o colegiado — portanto, um prazo maior para examinar o assunto — e deverá ser retomada na próxima sessão. O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), já apresentou relatório favorável à PEC.
A proposta em discussão amplia a autonomia do Banco Central convertendo-o em uma empresa pública — hoje uma autarquia vinculada ao Governo Federal — e desvincula-o do Ministério da Fazenda. A PEC prevê que a instituição elabore e execute o próprio orçamento, submetendo as contas apenas à aprovação do Congresso Nacional. O texto é um prolongamento da lei complementar sancionada em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), que garantiu autonomia operacional ao BC.
Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



