Para embaixadores, Kássio Nunes critica uso de IA para manipular vídeos durante eleições
O presidente do TSE acredita que os conteúdos com IA nas eleições podem nganar o eleitorado e distorcer o debate público

Na reunião com embaixadores de 92 países, nesta segunda-feira (17), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, chamou de “triste realidade desta década” o uso de Inteligência Artificial (IA) para manipular vídeos e áudios durante as disputas eleitorais.
Segundo o presidente do TSE, o avanço da tecnologia amplia os riscos de produção de conteúdos capazes de enganar eleitores, distorcer o debate público e interferir na formação da vontade política.
“Agigantam-se as possibilidades de mau uso da IA nas disputas eleitorais, a produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política”, afirmou.
A manifestação ocorre em um momento em que o TSE decidiu adiar uma reunião que debateria os limites do uso de IA nas eleições de 2026. O debate estava previsto para esta quinta-feira (13) por um pedido do próprio presidente da Corte e ainda não foi reagendado.
O objetivo do encontro era buscar um entendimento comum sobre o uso de IA nas eleições antes de julgar definitivamente a ação que questiona um vídeo, utilizado na convenção do Partido Liberal, gerado por IA em que Jair Bolsonaro (PL) declara apoio ao filho, Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República. O audiovisual foi exibido no mesmo dia em que o senador foi oficializado candidato pelo partido.
O presidente do TSE listou aos representantes diplomáticos, em seu pronunciamento de abertura, as medidas de transparência, segurança e proteção da integridade das eleições de 2026.
Entre elas, Kássio Nunes exaltou o diálogo para acordar uma regulamentação entre representantes das redes sociais e a justiça eleitoral. Um dos quesitos que foi acordado é o combate ao uso de inteligência artificial para manipular vídeos e áudios durante as disputas.
A declaração foi dada em maio a pedido recente do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, para discutir o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



