A oposição no Senado voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14). Em coletiva de imprensa, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a crise institucional preocupa não apenas os parlamentares, mas toda a sociedade brasileira, e fez críticas à credibilidade da Corte e à atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não receber um grupo de senadores da oposição.
Durante a coletiva, Rogério Marinho afirmou que a principal preocupação da oposição é com a confiança da população nas instituições.
O senador disse que não comenta pesquisas eleitorais, por considerar que elas representam apenas um retrato momentâneo do cenário político. Em seguida, afirmou que integrantes do Supremo estariam contribuindo para o desgaste da imagem da própria Corte.
Segundo Marinho, pesquisas de opinião apontariam que 56% dos brasileiros não confiam no STF, enquanto apenas 9% afirmam confiar muito na instituição. Na avaliação do senador, esse cenário gera insegurança jurídica no país: "O Brasil vive um momento em que é preciso perguntar: quem vigia o vigia?", afirmou.
O parlamentar também defendeu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deveria se declarar impedido de atuar nos processos relacionados à crise envolvendo ministros do Supremo.
Damares diz que Senado foi "silenciado"
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que parlamentares da oposição tentaram ser recebidos pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas que o encontro não ocorreu.
Segundo a senadora, a negativa representa um enfraquecimento do papel institucional do Senado diante das decisões do Supremo Tribunal Federal.
Damares afirmou que houve uma interferência da Corte sobre o Poder Legislativo e declarou que o Senado Federal foi "silenciado por uma Corte que tinha medo da verdade".
As declarações foram feitas durante coletiva convocada por líderes da oposição para comentar os desdobramentos da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal e os julgamentos previstos para esta semana.