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O segundo motivo da queda da presidente da Caixa

Além da pressão do centrão, a gestão de Rita Serrano estava desagradando oposição e a base

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Rita Serrano, ex-presidente da Câmara Econômica Federal
Rita Serrano, ex-presidente da Câmara Econômica Federal • Valter Campanato/Agência Brasil

Além da pressão do Partido Progressistas, de Arthur Lira, para assumir o comando da Caixa Econômica Federal, a "falta de traquejo político" da ex-presidente da estatal, Rita Serrano, também contribuiu para que ela perdesse o cargo.

Deputados da base e da oposição reclamavam, constantemente, que não estavam sendo atendidos pela gestora. Em meados do ano, quando foi ventilada a possibilidade de queda de Serrano, o fato de ela não atuar de forma política já vinha sendo elencado como um problema, como foi adiantado pela coluna. O mesmo ponto foi o calcanhar de Aquiles ex-jogadora de vôlei, Ana Moser, que perdeu o Ministério dos Esportes para o deputado federal André Fufuca (PP).

No caso de Serrano, a demora para a liberação de recursos, a resistência a demandas políticas e um anúncio atrapalhado de taxação do Pix (sobre o qual o governo voltou atrás) formaram um tripé fatal.

Nesta quarta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, o economista Carlos Antônio Vieira Fernandes, que é funcionário de carreira da instituição substituirá Rita Serrano, que comandava a Caixa desde o início da gestão do petista. O nome de Carlos Antônio Vieira Fernandes foi pelo PP que também reivindica as vice-presidências do banco. Por ironia do destino, os mesmos que cobram indicações técnicas não suportam conviver com um quadro técnico que não faça política.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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