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Nunes Marques será relator de representação sobre perfis falsos com ataques à direita

Representação foi protocolada pelo PL e o objetivo é identificar os autores e chegar ao financiador do esquema

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Ministro Nunes Marques, Presidente do TSE.
Ministro Nunes Marques, Presidente do TSE. • Reprodução TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, será o relator da representação para investigar um suposto esquema de perfis falsos nas redes sociais que atacam diretamente o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O documento foi apresentado pelo Partido Liberal (PL). As contas seriam utilizadas para impulsionar conteúdos negativos contra o parlamentar e outros políticos de direita.

O líder da Oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a coordenadora jurídica do partido, Maria Cláudia Bucchianeri, se reuniram com Nunes Marques nessa segunda-feira (20). A definição da relatoria foi confirmada pelo g1, que teve acesso à informação.

A distribuição do processo ocorreu por sorteio. Como o Judiciário está em período de recesso, cabe ao presidente do TSE analisar medidas consideradas urgentes, razão pela qual Nunes Marques recebeu a equipe do senador.

O que aconteceu

  • A representação foi protocolada na última sexta-feira (17);
  •  O documento pede uma liminar para preservar provas e identificar os responsáveis pelo que o PL classifica como uma "organização criminosa digital";
  • O grupo utilizaria contas falsas para impulsionar publicações com ataques a adversários políticos, 
  • Segundo Rogério Marinho, a ação criminosa compromete a igualdade na disputa eleitoral;
  • Outros supostos alvos do esquema seriam os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC);
  • A equipe da pré-campanha afirma ter identificado mais de 20 mil perfis com movimentações consideradas atípicas, alguns deles criados e financiados no exterior;
  • As contas acumulam milhões de visualizações nas redes sociais.
  • A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, autora da representação ao TSE, afirmou que a movimentação suspeita foi identificada de forma incidental na plataforma Meta;
  • Segundo ela, os perfis eram desativados logo após o impulsionamento das publicações, o que teria dificultado a identificação dos responsáveis;
  • A advogada explicou que os perfis eram muito pequenos, recém-criados e contratavam em torno de R$ 200 mil em anúncios;
  • O objetivo da representação é chegar ao financiador do esquema;
  • O conteúdo da ação trata-se de um relatório detalhado sobre a atuação desses perfis e pede autorização judicial para identificar os autores dos pagamentos e da criação dos perfis.
 

 

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