Belo Horizonte
Itatiaia

Novo debate internamente uso do fundo partidário

Discussão foi tornada “pública” na noite desta quarta-feira (25) durante uma reunião estadual do partido

Por
Antes averso a coligações e alianças com outros partidos, Novo voltou atrás em entendimentos
Antes averso a coligações e alianças com outros partidos, Novo voltou atrás em entendimentos • Reprodução

Depois de rever a posição quanto a integrar coligações e alianças com outros partidos, o Novo debate, agora, uma possível mudança de postura sobre a utilização do fundo partidário. Desde sua fundação, a legenda é voraz defensora de que recursos públicos não podem ser utilizados na gestão partidária e nem em eleições, mas, atualmente, há que defensa o uso do recurso para auxiliar o fortalecimento da sigla.

O debate interno foi tornado "público" na noite desta quarta-feira (25) durante uma reunião estadual do Novo. Somente mandatários e dirigentes discursaram e, entre outros assuntos, o vice-governador Mateus Simões afirmou que o partido pode chegar a rever posições históricas.

"Uma das coisas que falei é que existe quem defenda, internamente, o uso do fundo partidário. Dentre outras alterações no partido. Não acho que será mudanças que ocorrerão necessariamente, mas chamei os filiados e ex-candidatos a se engajarem nas discussões e construção do próximo ciclo eleitoral, que será essencial para marcar o destino do Novo", afirmou Simões à coluna, pontuando, ainda, que vê como improvável que o partido se disponha a usar, no futuro, o fundo eleitoral.

A propósito, uma ausência sentida no encontro de lideranças do Novo mineiro foi a do secretário de Estado de Governo, Igor Eto. Entusiasta do partido desde sua fundação, em 2015, Eto é conhecido por ser ativo nas discussões e encontros do Novo.

Durante a reunião, houve quem associasse a ausência do secretário ao momento tumultuado que a pasta tem vivido nos últimos dias - na terça-feira (24), após semanas tentando emplacar um candidato governista à presidência da ALMG, o governo acertou apoio a uma candidatura única liderada pelo deputado Tadeu Martins Leite (MDB). Partidários do Novo, em conversas informais, chegaram a lamentar que não foi possível a construção de uma candidatura mais "amigável" para controlar a Casa.

Por

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.