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'Não vim tratar disso', diz presidente da Petrobras sobre exploração de petróleo na Amazônia  

Em meio a polêmica sobre sondagens da Petrobras na foz do rio Amazonas, Jean Paul Prates disse, em Belém, que está discutindo 'sustentabilidade'

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Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, desconversou sobre exploração de petróleo na Amazônia
Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, desconversou sobre exploração de petróleo na Amazônia • Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, desconversou sobre as sondagens feitas pela estatal para exploração de petróleo na costa do Amapá, a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), em Belém (PA), onde ocorre a Cúpula da Amazônia, Prates disse que não veio à capital paraense para tratar do assunto.

"Nós não viemos tratar desse assunto. Estamos aqui como presidente da Petrobras, encontrar com os chefes de Estado dos países da região amazônica. Aproveitei para também encontrar os governadores dos Estados da Amazônia e nós estamos, na verdade, analisando a questão de sustentabilidade", afirmou ao citar um programa de reflorestamento bancado pela Petrobras que pode chegar a uma extensão de 3% do território brasileiro.

Em meio a manifestações de movimentos sociais, em Belém, contra a exploração do combustível fóssil, Prates defendeu, ainda, a segurança da exploração de petróleo feito pela estatal.

"A Petrobras produz petróleo na região amazônica com muita responsabilidade, sem nenhum incidente, há décadas. Muita responsabilidade, com tecnologia de ponta, com a máxima mitigação de efeitos, com mínimo de devastação, com mínimo de prejuízo para a natureza e sustentabilidade e com muitos programas sociais importantes, e deixando royalties e participações governamentais importantes no estado do Amazonas e outros estados amazônicos", defendeu.

A exploração de petróleo na chamada "margem equatorial" provoca embate interno dentro do governo brasileiro. Além da Petrobras, o ministério de Minas e Energia defende a realização de pesquisas que podem resultar na viabilidade da exploração do combustível fóssil na foz do Amazonas.

Já o Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, é contra e pediu que a Petrobras aprofundasse os estudos técnicos sobre o assunto. Também na capital paraense, a ministra Marina Silva disse que o Ibama "não facilita, nem dificulta" a exploração na região.

Jean Paul Prates defendeu, por fim, que a decisão sobre o andamento da exploração de petróleo na região amazônica será uma "decisão de Estado".

"Esta decisão sobre petróleo, sobre suspender a exploração são decisões de Estado, do Estado brasileiro. E se forem tomadas terão que ser cumpridas, acho que ainda é cedo para tratar do assunto tão drástico. A transição energética por si mesma é uma transição, não é uma ruptura, não acontece de um dia para o outro. É uma transição. O que nós temos que fazer, inclusive aproveitando que a COP será aqui, é discutir como o uso do petróleo que ainda vai durar por algumas décadas pode ajudar a financiar a transição energética", completou.

Nesta segunda-feira (7), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD) defendeu a continuidade dos estudos.

"O que se discute na margem Equatorial não é a exploração de petróleo - depende de achar, do quanto achar, de que critério, em que profundidade achar. O que se discute, nesse momento, é como se fazer, respeitando a legislação ambiental, dentro da expertise de uma das maiores empresas na exploração segura de petróleo e gás, que é a Petrobras, como se fazer o diagnóstico dos potenciais da margem Equatorial", afirmou.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.