Na Bahia, Lula encontra Wagner e evita falar sobre repercussão do caso Master
Wagner era líder do governo no Senado Federal e deixou a função após forte pressão de alas do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu, nesta quarta-feira (1º), o primeiro ato público ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) desde a operação da Polícia Federal (PF) relacionada às investigações do caso Master. Wagner era líder do governo no Senado Federal e deixou a função após forte pressão de alas do governo, que buscavam evitar desgastes para a campanha de reeleição do presidente, já que a Bahia é considerada um estado estratégico para o PT.
O primeiro evento foi a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, na cidade de Alagoinhas. Ao discursar na cerimônia, Wagner evitou falar sobre uma eventual crise.
"Talvez por ter passado o que muitos brasileiros e brasileiras passaram, quando senta na cadeira de presidente, cada assinatura e cada decisão, eu imagino que passe um filme na cabeça do presidente Lula, dizendo: 'Eu não posso deixar que os brasileiros e brasileiras passem pelo que eu tive que passar na minha infância'", afirmou.
No mesmo evento, Lula também anunciou a entrega de veículos do Ministério da Saúde para o município e aproveitou para destacar a boa relação com lideranças políticas da Bahia.
"A verdade é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço e a ser o que eu sou", disse.
Durante a tarde, o presidente visitou o canteiro de obras da ponte Salvador-Itaparica, na região metropolitana da capital baiana. Lula não permanecerá na Bahia para os cortejos do feriado de 2 de julho, quando é celebrada a Independência da Bahia. Além das recomendações médicas para evitar exposição ao sol, o presidente deve cumprir agendas no Ceará ao longo da quinta-feira (2).
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



