Mudança na versão da delação de Mauro Cid fundamentou a prisão de Braga Netto
Braga Netto foi preso nesta manhã de sábado (14), alvo das investigações que apuram suposta tentativa de golpe

Uma mudança de versão na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid teve influência na prisão do general Walter Braga Netto. A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal (PF) afirmou, na representação pela prisão de Braga Netto ao Supremo, que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apresentou depoimentos “dissonantes” sobre reuniões entre militares após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma delas foi a que ocorreu na casa de Braga Netto, em Brasília, no dia 12 de novembro de 2022.
Braga Netto foi preso nesta manhã de sábado (14).
Depoimentos de Cid
“Alguns dias após [a reunião de 12 de novembro], o general Braga Netto entregou dinheiro que havia sido solicitado para a realização da operação. O dinheiro foi entregue numa sacola de vinho. O general Braga Netto afirmou à época que o dinheiro havia sido obtido junto ao pessoal do agronegócio”.
Com isso, o ministro Alexandre de Moraes reafirmou a validade da colaboração, alertando que as omissões poderiam resultar na anulação do acordo de delação.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.



