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MP vai apurar supostas irregularidades em contratos sem licitação na gestão Zema

Em quatro anos, Governo de Minas assinou R$ 9,6 bilhões em contratos de 'dispensa de licitação' com fornecedores

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MP vai investigar supostas irregularidades em contratos sem licitação da gestão de Romeu Zema
MP vai investigar supostas irregularidades em contratos sem licitação da gestão de Romeu Zema • Eric Bezerra/MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai apurar supostas irregularidades em licitações do Governo de Minas durante a gestão do governador Romeu Zema (Novo). A informação foi confirmada pelo Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares Jr. nesta quinta-feira (2).

Em uma publicação em rede social, ele disse ter determinado a abertura de expediente "para apurar eventual responsabilidade do governador".

Uma denúncia assinada pela deputada estadual Lohanna França (PV) diz que, durante o primeiro mandato de Zema, o Governo de Minas pagou R$ 9,6 bilhões em contratos sem licitação com diversos fornecedores. Somente em 2021 teriam sido celebrados contratos no valor de R$ 6,7 bilhões nesta modalidade, em que não há concorrência entre empresas para oferecer um determinado serviço ou vender um produto.

De acordo com a denúncia da parlamentar, "a regra é licitar e as exceções ou faculdades da lei devem ser interpretadas da forma mais restrita possível, e que o uso indiscriminado e irresponsável do Instituto da dispensa de licitação é capaz de configurar ato de improbidade administrativa e gerar dano significativo ao erário".

A reportagem entrou em contato com o Governo de Minas que disse que "segue todas as determinações legais relativas ao processo de compras públicas e que está à disposição do Ministério Público para prestar os esclarecimentos necessários que venham a ser solicitados".

O que é dispensa de licitação?

O artigo 175 da Constituição Federal diz que cabe ao Poder Público a prestação de serviços públicos "diretamente, ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação".

No entanto, a Lei 8.666, também conhecida como Lei das Licitações, prevê a possibilidade de dispensa de licitação, mas que ela deve ser exceção à regra e aplicada com rigor e cautela.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.