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Motta e Lula devem se encontrar para debater o texto final que extingue a escala 6x1

Reunião entre o presidente da Câmara e o presidente da República deve acontecer até a segunda-feira (25), data em que o relatório será apresentado na comissão especial que avalia o tema

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Motta deve entregar texto final da PEC que extingue a escala 6x1 diretamente a Lula • Ricardo Stuckert/PR

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos -PB), deve levar pessoalmente o relatório final da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até esta segunda-feira (25). 

 

A apuração da jornalista Isabel Mega, colunista da CNN Brasil, aponta que o encontro entre os líderes do Executivo e do Legislativo se dê até a segunda, quando o relator da PEC, Léo Prates (Republicanos-BA), apresentará seu parecer na comissão especial que avalia o texto.

 

O projeto de reduzir a carga de trabalho no país é o foco principal do Palácio do Planalto para este ano. O governo encampa o projeto apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) em 2019. 

 

A ideia do texto é estabelecer a jornada 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, além de reduzir a carga horária de 44 para 40 horas semanais. Os debates feitos durante este fim de semana que precede a entrega do relatório giram em torno da regra de transição para que as mudanças entrem em vigor.

 

O governo Lula defende que duas horas da carga sejam reduzidas neste ano, uma em 2027 e a última em 2028. Há deputados que advogam pela transição em três anos com a redução de uma hora a cada 12 meses, a partir de 2026. 

 

Um ponto aparentemente pacificado entre Lula, Motta e Prates é que não haverá um prazo de transição para o estabelecimento dos dois dias de descanso semanais. A medida será aplicada já em 2026.

 

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.