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Moraes vota para manter lei sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

Relator defendeu obrigação de empresas divulgarem relatórios salariais e adotarem medidas para corrigir desigualdades remuneratórias

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal • Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (14) para considerar constitucional a lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Relator do caso, Moraes também defendeu a validade da regra que obriga empresas com mais de 100 funcionários a divulgarem relatórios de transparência salarial e critérios remuneratórios ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sob pena de multa.

Pela legislação, quando for identificada desigualdade salarial, as empresas deverão elaborar um plano de ação com metas e prazos para corrigir as distorções. O ministro entendeu que a exigência é compatível com a Constituição.

“Há diferença de salários entre mulheres e homens exercendo as mesmas funções? Há. Essa diferença é permitida pela Constituição? Obviamente que não. A lei veio com o objetivo de tentar afastar a desigualdade real”, afirmou Moraes durante o julgamento.

O ministro votou pela manutenção integral da lei e afirmou que a legislação não representa prejuízo às empresas.

O plenário do STF analisa três ações sobre o tema: uma apresentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que pede a preservação da lei, e duas movidas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Partido Novo, que questionam a constitucionalidade da medida.

A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho de 2023 e alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reforçar mecanismos de combate à desigualdade salarial por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

Além de prever a divulgação semestral de relatórios salariais por empresas com mais de cem empregados, a norma estabelece aplicação de multas em casos de discriminação remuneratória.

Nas ações apresentadas ao STF, os autores argumentam que a divulgação dos relatórios expõe informações estratégicas das empresas, como estrutura de custos e política de remuneração, o que violaria princípios constitucionais ligados à livre iniciativa e à atividade econômica.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.