Ministério Público pede indenização de R$ 4 milhões a Monark por defesa a partido nazista
Em 2022, homem disse, em podcast, que um cidadão deve ter o direito de ser ‘antijudeu’; apologia ao nazismo é crime no Brasil

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou ação civil pública pedindo que o criador de conteúdo digital Bruno Aiub, o Monark, seja condenado a pagar uma indenização de R$ 4 milhões por dano social. O pleito está relacionado a uma fala de Monark em fevereiro de 2022. À época, ele defendeu a criação de um partido nazista no Brasil.
Monark participava de um debate no Flow Podcast quando defendeu o direito de ser “antijudeu”. A ação do Ministério Público paulista foi impetrada no último dia 21.
“A defesa da criação de um partido cuja ideologia é a própria antítese da construção histórica recente dos direitos humanos é incompatível com o texto constitucional", aponta, em sua petição, o promotor Reynaldo Mapelli Júnior.
No Brasil, praticar apologia ao nazismo é crime. O caso de Monark motivou a saída dele da empresa responsável pelo podcast. Ele era um dos sócios do empreendimento.
Na rede social X, anteriormente chamada de Twitter, o influenciador protestou contra o pedido do MPSP.
“Estou procurando um advogado que possa me defender pro bono. Estou cansado de gastar centenas de milhares de reais lutando contra a ditadura que me persegue por eu ter uma opinião. Alguém aí encara? É uma oportunidade de fazer o nome do seu escritório defendendo uma causa justa”, falou, sob críticas dos usuários da rede.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



