Michelle Bolsonaro vai ao STF contra Erika Hilton por suposta difamação e calúnia
Em comentário em rede social, a deputada paulista associa a ex-primeira-dama a um suposto ‘desaparecimento de cachorro de outra família’

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma interpelação criminal contra a deputada federal Erika Hilton (Psol) por um comentário feito pela parlamentar paulista em que há associação à responsabilidade de um suposto desaparecimento de um cachorro em Brasília.
A publicação foi feita no X (antigo Twitter) em 13 de março. Erika respondeu a um comentário de uma seguidora sobre a entrega de título de cidadã honorária de São Paulo à Michelle. "Não dá nem pra homenagear Michelle Bolsonaro por nunca ter sumido com o cachorro de outra família porque literalmente até isso ela já fez”, publicou a deputada.
“Assim, ao que parece, a interpelada (Erika) tentou se utilizar ardilosamente do episódio acima narrado para insinuar suposta má-fé ou dolo na conduta da interpelante por ocasião do acolhimento do cão em sua residência, o que repise-se, jamais existiu. Tudo, com o intuito de difamar/ caluniar a interpelante. Agindo dessa maneira, a requerida, acaba atribuindo à interpelante fato criminoso sabidamente falso e passível de macular acintosamente sua reputação perante seus pares e a própria sociedade brasileira, visto que é pessoa pública.”
Diante disso, Michelle Bolsonaro pede esclarecimentos de Erika Hilton. A depender da resposta, uma ação penal contra a deputada paulista pode ser aberta pela ex-primeira-dama. Após sorteio, o pedido de Michelle será relatado pelo ministro Luiz Fux.
Homenagem barrada
A entrega de título de cidadã honorária à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não poderá mais acontecer no Theatro Municipal de São Paulo. O Tribunal de Justiça do estado acatou um recurso protocolado por Erika Hilton, e pela ativista Amanda Paschoal, que pedia o cancelamento do evento por considerar que há desvio de finalidade no uso do local para a entrega de título de cidadã paulistana a Michelle.
Na decisão, o desembargador Martins Vargas determinou que a cerimônia ocorra na Câmara Municipal de São Paulo, sob pena de multa de R$ 50 mil caso a determinação não seja cumprida. A escolha do local foi justificada pela Mesa Diretora da Câmara por entender que o plenário do local, onde tradicionalmente as cerimônias são realizadas, não comportaria o número de convidados para o evento.
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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



