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Mariana: 20 novos municípios aderiram à ação internacional contra BHP, sócia da Vale no controle da Samarco

Ao todo, 45 cidades fazem parte da ação judicial contra as responsáveis pelo rompimento da barragem em 2015

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Rompimento da Barragem da Samarco em Mariana
Rompimento da Barragem da Samarco em Mariana matou 19 pessoas em novembro de 2015 • Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Mais 20 municípios aderiram à ação judicial, movida no Reino Unido, contra a mineradora BHP, sócia da Vale no controle da Samarco pelo rompimento da barragem em Mariana (MG) em 2015. Ao todo, são 45 cidades. A movimentação judicial ainda não é pública, mas a coluna confirmou com participantes do processo que o número de municípios reclamantes praticamente dobrou.

Demora

Um dos motivos, de acordo com uma das fontes da coluna, é o temor de que a repactuação nacional, conduzida pelo Conselho Nacional de Justiça, não saia do papel. A negociação já dura dois anos e pode atrasar ainda mais. Com a mudança da gestão federal, o Governo Lula quer rever o que estava sendo negociado com a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bahia

A possibilidade de pescadores do Estado da Bahia entrarem na lista de atingidos também preocupam os que já aguardam indenização, já que demandaria rever tudo o que foi discutido até então. Representantes de moradores do Estado alegam, a partir de estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que a lama da barragem que percorreu o Rio Doce, além do litoral capixaba, também atingiu o litoral baiano.

Resposta BHP

"A BHP refuta integralmente os pedidos formulados pelos autores da ação inglesa e continuará a se defender no caso, o qual acreditamos ser desnecessário por duplicar questões já cobertas pelo trabalho contínuo da Fundação Renova sob a supervisão dos tribunais brasileiros e/ou objeto de processos judiciais em andamento no Brasil.

Muitos dos novos autores dispõem de outros mecanismos mais céleres e acessíveis para resolver suas potenciais demandas no Brasil.

A inclusão de novos autores no processo não altera escopo da audiência designada para abril de 2024, que tratará de algumas questões de mérito. A audiência não discutirá pleitos individuais ou qualquer tipo de pagamento de indenização.

A BHP Brasil segue atuando em estreita colaboração com a Samarco e a Vale para apoiar os programas de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

Até o momento, tais programas financiaram cerca de R$ 28,07 bilhões em obras de compensação financeira e reparação. Isso inclui R$ 13,57 bilhões pagos em indenizações e auxílio financeiro emergencial a mais de 409.000 pessoas. Por meio do Sistema de Indenização Simplificado, quase R$ 9 bilhões foram pagos a mais de 74.000 pessoas com dificuldades em provar seus danos."

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.