Lula pede que governador do RJ prenda ‘ladrões e milicianos’ que comandaram o estado
Presidente do Tribunal de Justiça do RJ ocupa o cargo de governador interino até a eleição de um mandato-tampão no estado

Em agenda no Rio de Janeiro, nesse sábado (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu para que o governador interino, desembargador Ricardo Couto, trabalhe para “prender ladrões e milicianos” que teriam comandado o estado nos últimos anos. A declaração ocorreu durante inauguração da sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
No evento, Lula garantiu que Couto contará com o apoio do governo federal durante os meses que estiver no cargo, e voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública. Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Couto assumiu a função de governador interino após a renúncia de Cláudio Castro e a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar.
“Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial. Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado, e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, disse Lula.
A princípio, o desembargador deve permanecer no cargo até que haja uma eleição para um mandato-tampão. Contudo, o modelo do pleito ainda está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa duas ações sobre as regras.
Em abril, o ministro Cristiano Zanin atendeu a um pedido do diretório estadual do Partido Social Democrático (PSD) que garantiu a permanência de Ricardo Couto no comando do governo do RJ. No caso, ele explicou que a eleição do deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa não anula a decisão do Plenário do STF de manter Couto como governador em exercício.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



