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Lula ignora cortes feitos no PAC e mantém promessa de investir R$ 1,7 trilhão

Presidente ignorou cortes feitos pelo Congresso no programa federal e manteve promessa feita no lançamento do PAC

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Lula destacou economia e relembrou 8 de janeiro em pronunciamento de Natal

Em sua mensagem de Natal aos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ignorou os cortes no orçamento feitos pelo Congresso Nacional no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e prometeu investimentos de R$ 1,7 trilhão em obras de infraestrutura.

“Como o novo PAC, R$1,7 trilhão serão investidos na infraestrutura, que o Brasil tanto precisa”, prometeu Lula.

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Na semana passada, os deputados e senadores reduziram o valor previsto para o programa que é considerado uma das principais bandeiras do governo petista. Cerca de R$ 7 bilhões foram retirados da peça orçamentária.

Na reta final de 2023, o Palácio do Planalto tentou uma estratégia para evitar o esvaziamento do PAC: pedir aos deputados e senadores que encaminhassem emendas parlamentares para obras listadas no programa.

A estratégia, no entanto, não deu certo. Os parlamentares preferem manter os investimentos de suas emendas em obras que atendem suas bases eleitorais e que podem trazer uma identificação direta com seus mandatos.

Sem agenda em MG

Ainda na mensagem natalina, Lula afirmou que os investimentos necessários foram feitos em seu primeiro ano de governo e que não houve problema na relação com governadores de oposição que atrapalhasse a relação entre União e estados.

“Cuidamos com responsabilidade dos recursos públicos, investimos onde era preciso investir, em parceria com estados e municípios, sem perguntar qual o partido do governador ou do prefeito”, afirmou o presidente.

No entanto, a única obra relevante do PAC prevista para começar a sair do papel em Minas Gerais em 2023 fracassou. O leilão da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, não teve empresas interessadas e o governo promete reestruturar o projeto em 2024. Foi o terceiro fracasso na tentativa de conceder a Rodovia da Morte ao setor privado.

Sem visitar Minas Gerais este ano, Lula não anunciou nenhum investimento significativo para obras do estado incluídas no PAC.

Em entrevista para a Itatiaia, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta (PT), afirmou que a partir de 2024 o presidente vai intensificar as agendas nos estados e que uma visita a Minas está sendo programada para o início do ano.

“O presidente Lula precisou fazer isso, porque o Brasil havia sido praticamente banido dos fóruns internacionais, dos ambientes internacionais. O Brasil voltou a ser convidado para participar do G7, do G20, da Celac, o presidente Lula assumiu a presidência do Mercosul. O resultado que obtivemos com a abertura de novos mercados, na área da agricultura. De fato, essa agenda internacional era muito importante e não tínhamos como não cumpri-la, mas o presidente já avisou que em 2024 vamos priorizar as agendas nacionais”, afirmou o ministro.

“Vamos fazer uma grande agenda em Minas já no início do ano. Estamos fazendo essas tratativas”, disse Pimenta.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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