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Lula decide gravar vídeo para redes sociais e programa eleitoral sobre crise no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou vídeos para redes sociais e programa eleitoral para abordar a crise do STF e o banco Master. A estratégia visa um tom institucional, evitando referências diretas a ministros.

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Presidente Lula e o presidente do STF, Edson Fachin
Presidente Lula e o presidente do STF, Edson Fachin • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou vídeos para as redes sociais e para o programa eleitoral na noite desta quinta-feira (3), com previsão de divulgação nesta sexta-feira (4). A decisão do petista é de quebrar o silêncio para abordar a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve o banco Master, buscando um tom institucional de "presidente" em vez de "candidato". A informação foi publicada na coluna da jornalista Isabel Mega na CNN Brasil.

Lula citará expressamente o STF e o banco Master nas gravações, mas não fará referências específicas a ministros da Corte. A campanha do petista ajusta o tom para que a fala seja mais de "presidente", com uma pegada mais institucional.

Segundo apurou a CNN, o presidente deve adotar um tom mais generalista de críticas ao "sistema", nos moldes do vídeo divulgado nesta quarta-feira (2) pelo presidente do PT, Edinho Silva. A ideia do PT foi terceirizar uma resposta com o vídeo de Edinho enquanto a equipe amadurecia a avaliação sobre o impacto do posicionamento do próprio Lula sobre o tema.

O presidente procurou ministros do STF nos últimos dias para falar sobre a crise aberta com as revelações do caso Master. Como mostrou a CNN, o presidente se reuniu, nesta terça-feira (1º), com os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Integrantes da campanha viram com preocupação o impacto do "caso Moraes" nas eleições. A avaliação é de que as revelações sobre conversas e encontros do ministro do STF podem reforçar narrativas da direita contra a Corte e impulsionar adversários.

A gravação do vídeo mostra uma mudança de rota após a orientação inicial do QG de Lula ser a de manter distância do "caso Moraes" e explorar que não há qualquer conexão de Lula com os fatos.

 

 

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