Lula faz aceno a Pacheco e critica gestão de Zema sobre a dívida de Minas Gerais
Segundo o petisa, Zema deveria 'ser grato' pelo acordo da dívida. Para Lula, a negociação só saiu do papel por causa de Rodrigo Pacheco. Presidente falou com a Itatiaia nesta quarta (5)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (5) à Itatiaia que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, deveria respeitar o acordo que negociou a dívida de Minas Gerais. Para o petista, a negociação só foi possível "por causa [do senador] Rodrigo Pacheco".
Não é a primeira vez que o presidente critica o governador mineiro, que ficou insatisfeito com os vetos feitos ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Zema chegou a acusar a União de "agiotagem".
“A gente faz um acordo em que Minas Gerais deixa de pagar o juros, e nós colocaram que 60% do que Minas não pagar, será investido em educação, saneamento básico, habitação para que esse dinheiro possa causar benefício direto para o povo de Minas Gerias. E quando eu fico sabendo que o governador de Minas Gerais tem feito criticas a isso e dizendo que vai articular para derrubar o veto que eu fiz, eu fiz o veto de tudo aquilo que a AGU disse que era inconstitucional, e fiz o veto consciente de que pode derrubar. O Congresso Nacional tem autonomia para derrubar o veto e eu tenho autonomia para recorrer. Ou seja, é um processo normal. O que eu acho é que o governador deveria pelo menos respeitar, porque nós fizemos uma coisa que eles não conseguiram fazer”, disse Lula.
“Eu não tenho habito de falar mal de governador. Ele foi eleito pelo povo, eu fui eleito pelo povo e a nossa relação tem que ser uma relação democrática, civilaza, republicana, para que a gente possa governar cada um cumprindo a sua fnução. O que eu acho é que nós fizemos uma coisa extraordinária. As pessoas tem que lembrar que essa dívida não é de agora. Essa dívida subiu de R$ 119 bilhões para 191 bilhões de reais. É a mesma coisa de Mariana. Desde 2015 estava parado, ninguém negociava”.
“A gente faz um acordo em que Minas Gerais deixa de pagar o juros, e nós colocamos que 60% do que Minas não pagar, será investido em educação, saneamento básico, habitação para que esse dinheiro possa causar benefício direto para o povo de Minas Gerais. E quando eu fico sabendo que o governador de Minas Gerais tem feito críticas a isso e dizendo que vai articular para derrubar o veto que eu fiz, eu fiz o veto de tudo aquilo que a Advocacia-geral da União disse que era inconstitucional, e fiz o veto consciente de que pode derrubar”, disse Lula.
“O Congresso Nacional tem autonomia para derrubar o veto e eu tenho autonomia para recorrer. Ou seja, é um processo normal. O que eu acho é que o governador deveria pelo menos respeitar, porque nós fizemos uma coisa que eles não conseguiram fazer”, criticou Lula.
Pacheco em alta
Na entrevista, Lula voltou a admitir que gostaria que o senador Rodrigo Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais em 2026.
“Espero que ele [Pacheco] possa ser o futuro governador de Minas Gerais, mas, se ele não quiser, paciência, vamos ter de escolher outro mineiro para governar Minas Gerais", falou o presidente.
Lula planeja colocar Pacheco em evidência neste ano de 2025, inclusive, com a possibilidade de ocupar um ministério na Esplanada. As pastas cotadas para que Pacheco assuma são a Defesa, a Justiça e Segurança Pública e o Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio





