Lula entrega 1,4 mil títulos de terra em assentamento que é reduto do agro
Regularização fundiária beneficia 2.837 famílias do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã (MS) reforça a aposta do governo na agricultura familiar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou quase 1.400 títulos definitivos de propriedade a famílias do Assentamento Itamarati, um dos maiores projetos de reforma agrária do país, localizado em Ponta Porã (MS). A regularização fundiária beneficia 2.837 famílias.
A entrega ocorreu no fim da tarde desta quinta-feira (25) e garante segurança jurídica aos produtores para permanecerem no campo, além de ampliar o acesso a políticas públicas. Com o título de propriedade, os agricultores podem obter financiamento bancário, realizar investimentos de longo prazo, ampliar a produção e regularizar sua situação patrimonial.
De forma inédita, a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Assentamento Itamarati tornou-se a primeira do país a receber um título de propriedade coletivo. Os produtores da região são reconhecidos pelo cultivo de grãos, frutas e hortaliças, além da produção de leite e outros alimentos.
“Foram 30 mil toneladas de milho que saíram só deste assentamento para alimentar os animais em contexto de estiagem no semiárido brasileiro”, destacou Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
A ação integra o programa Terra da Gente. As medidas anunciadas em Mato Grosso do Sul reforçam a estratégia do governo de estimular a agricultura familiar e a reforma agrária para além da pauta social, inserindo esses setores no debate sobre desenvolvimento econômico e produção de alimentos em um estado fortemente ligado ao agronegócio.
Violência doméstica
Durante o discurso, Lula abordou o tema da violência contra a mulher. Ao citar exemplos de agressões no ambiente doméstico, o presidente afirmou que o Estado deve atuar de forma rigorosa no combate a esse tipo de crime.
“É importante que vocês saibam que o Estado tem que reagir com muita dureza. Nós agora estamos colocando tornozeleira eletrônica que a mulher vai poder controlar os passos do cara. Se ele se aproximar, ela pode chamar a polícia para intervir”, declarou o presidente.
O assentamento possui um histórico de organização feminina que contribuiu para ampliar as denúncias, o acesso à informação e o conhecimento sobre os direitos das mulheres. Além disso, a regularização fundiária pode representar maior autonomia econômica para as moradoras, reduzindo a dependência financeira em relação aos companheiros e fortalecendo sua capacidade de buscar proteção em casos de violência doméstica.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



