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Lula diz que governo trabalha para tirar trabalhadores da invisibilidade social

Presidente afirmou que motociclistas e entregadores estão entre os grupos historicamente ignorados pelo poder público e defendeu políticas de inclusão

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (12) que uma das missões de seu governo é retirar da invisibilidade milhões de trabalhadores que, segundo ele, historicamente ficaram à margem das políticas públicas e do reconhecimento do Estado.

A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto voltada a motociclistas e entregadores. Ao receber representantes da categoria, Lula disse que o encontro simboliza a inclusão de um segmento que durante muito tempo não foi visto pelas instituições públicas: "Hoje aconteceu uma coisa importante na minha vida. Vocês eram o último segmento de trabalhadores deste país que faltava entrar neste Palácio", afirmou o presidente.

Segundo Lula, o Palácio do Planalto foi concebido para receber autoridades, empresários e chefes de Estado, mas não trabalhadores considerados invisíveis pela sociedade: "Esse Palácio, quando foi feito, não se pensava que trabalhadores pudessem entrar aqui dentro. Se pensava que pudessem entrar chefes de governo, empresários, príncipes, reis e rainhas. Não era para o povo invisível deste país frequentar esse Palácio", declarou.

"Não somos invisíveis"

Durante o evento, o presidente destacou que a ampliação do acesso ao crédito para motociclistas faz parte de uma estratégia mais ampla de inclusão econômica e social.

Lula afirmou que políticas públicas voltadas a trabalhadores informais, entregadores, ciclistas e motociclistas representam uma forma de reconhecer categorias que frequentemente enfrentam dificuldades para obter crédito e acesso a serviços: "Estamos conseguindo quebrar a invisibilidade de todos os seres humanos deste país que sempre foram tratados como pessoas de segunda categoria", disse. O presidente também mencionou uma faixa exibida durante a cerimônia com a frase "Não somos invisíveis", que, segundo ele, resume a luta de milhares de trabalhadores por reconhecimento e oportunidades.

Ao longo do discurso, Lula defendeu que prefeituras, bancos e órgãos públicos passem a tratar trabalhadores de aplicativos e motociclistas com mais respeito e atenção. Segundo o presidente, esses profissionais desempenham papel importante na economia, sustentam suas famílias e precisam ser enxergados como cidadãos com direitos e oportunidades: "Vocês não estão apenas conquistando o direito de ter uma moto. Vocês estão conquistando o direito de serem enxergados", afirmou. Lula também incentivou a categoria a continuar cobrando o poder público para garantir que as políticas anunciadas sejam efetivamente implementadas: "Vocês precisam gritar o quanto puderem gritar, porque se vocês não gritarem, a gente pensa que está tudo certo", declarou.

Para Lula, o reconhecimento dessas categorias representa um passo importante para reduzir desigualdades e fortalecer a cidadania: "Vocês estão deixando de ser invisíveis e vão ser tratados como cidadãos e cidadãs de primeira classe", concluiu.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.