Lula diz confiar em Lulinha, e que não vai pedir fim de investigações
Presidente afirma acreditar na versão do filho, mas defende que STF mantenha apurações sobre suspeitas de tráfico de influência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que confia nas declarações de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre as investigações que apuram suspeitas envolvendo o empresário. Ao mesmo tempo, Lula disse que não pretende pedir o encerramento dos inquéritos e defendeu que as apurações sigam normalmente.
A declaração foi dada durante entrevista ao podcast “Não Inviabilize”. Segundo o presidente, seus advogados foram orientados a não pedir o arquivamento dos processos. Lula afirmou ainda que, caso o filho tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder por seus atos.
“Ele jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele. Mas eu já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”, afirmou o presidente.
Lula ressaltou, porém, que não sabe o que de fato ocorreu e que apenas o próprio Lulinha pode afirmar se cometeu ou não alguma irregularidade. O presidente disse que prefere não emitir um julgamento sobre o conteúdo das investigações para evitar interferências sobre as instituições responsáveis pelas apurações.
Fábio Luís Lula da Silva é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar suspeitas de tráfico de influência. Dois deles estão sob relatoria do ministro André Mendonça e outro é conduzido pelo ministro Flávio Dino.
Uma das apurações envolve suspeitas relacionadas à atuação da empresária Roberta Luchsinger e a possíveis contatos com órgãos públicos. As investigações também levantam questionamentos sobre relações de pessoas próximas a Lulinha com integrantes do governo.
A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento com irregularidades. Os advogados afirmaram que o empresário não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade e defenderam que as investigações sejam conduzidas de forma imparcial.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



