Belo Horizonte
Itatiaia

Lula: ‘Deus é muito generoso por colocar Alckmin para trabalhar comigo’

Em São Paulo (SP), presidente avaliou positivamente a relação com o Congresso Nacional e afagou ministro Alexandre Padilha, que comanda interlocução com o Parlamento

Por
Em São Paulo, Lula e Alckmin participam de evento em comemoração ao feriado de 1° de maio
Lula e Alckmin participaram de evento em comemoração ao feriado de 1° de maio • Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um agradecimento divino nesta quarta-feira (1°) ao citar a parceria com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Durante ato do Dia do Trabalho em São Paulo (SP), o petista afirmou que Deus foi “generoso” com ele por causa da presença de Alckmin no governo. Durante o pronunciamento, Lula ainda minimizou possíveis ruídos na relação com o Congresso Nacional.

“Quero reconhecer, na frente de vocês, o trabalho extraordinário que Alckmin faz como vice e ministro da Indústria e Comércio. De vez em quando, fico pensando que Deus é muito generoso comigo por colocar um companheiro como Alckmin para trabalhar junto comigo. Ele tem experiência, decência e está comprometido com nossa causa”, disse.

“Se vocês acompanharem a imprensa todos os dias, dá a impressão que tem uma guerra entre o governo e o Congresso Nacional. (Com) minha bancada, a chamada bancada progressista, que me elegeu, a gente não chega a 140 dos 513 deputados. Fizemos alianças políticas para governar e, até hoje, todos os projetos que mandamos ao Congresso foram aprovados de acordo com os interesses que o governo queria. Isso, por competência dos ministros e deputados, que aprenderam a conversar em vez de se odiarem”, apontou.

Afago a Padilha

Lula aproveitou o discurso, feito a uma plateia para render elogios aos ministros presentes. Ganharam afagos nomes como Anielle Franco (Igualdade Racial), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrágio).

André Fufuca, ministro dos Esportes, foi chamado de “Fufuquinha” pelo presidente, enquanto Alexandre Padilha, chefe da Secretaria de Relações Institucionais, foi classificado como um “ministro muito especial”. Recentemente Padilha recebeu críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

“(Padilha) tem o cargo mais difícil do governo, de conversar com 513 deputados e 81 senadores. Todo dia vocês veem uma crítica a ele, mas a crítica é pelas coisas boas que ele faz ao governo - e não pelas coisas ruins. Padilha é um ministro muito especial na nossa vida”, falou Lula.

Lira chegou a se referir a Padilha como “desafeto pessoal”. Depois, à TV Globo, disse ter se arrependido do termo utilizado para aludir ao ministro.

Por

Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.