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Lula ataca decisões do Banco Central e do Copom: 'É uma vergonha esse aumento de juros'

Presidente cobrou a redução dos juros nas próximas reuniões do Copom

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Lula cobrou do Banco Central uma política de redução de juros
Lula cobrou do Banco Central uma política de redução de juros • Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao Banco Central e ao Comitê de Política Monetária (Copom) em discurso na posse de Aloizio Mercadante no BNDES nesta segunda-feira (6). 

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“O BNDES pode contribuir para que a taxa de juros caia. Não tem explicação para que a taxa de juros esteja a 13,5%. Como é que vou pedir para o Josué para que os empresários ligados à Fiesp possam investir se eles não conseguem tomar dinheiro emprestado”, afirmou Lula. 

“Não existe justificativa nenhuma para que a taxa de juros esteja em 13,5%. É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que deram para a sociedade brasileira”, afirmou o presidente. 

"Tem muita gente que fala 'ah, o presidente não pode falar isso', olha, se eu que fui eleito não posso falar, quem eu vou querer que fale, o catador de material reciclável? Não, eu tenho que falar, porque quando eu era presidente eu era cobrado", continuou Lula.

Lula relembrou a relação com o seu vice-presidente José Alencar durante os dois primeiros mandatos e disse que o país tem uma cultura de juros altos e o Banco Central independente não resolve o problema. 

“Não tinha uma reunião de governo que meu vice José Alencar não fizesse crítica à taxa de juros. Agora eu pensei que estava tudo resolvido, o BC é independente, não vai ter mais problema de juros. Ledo engano. O problema não é do Banco independente, o problema é que esse país tem uma cultura de viver com juros altos, que não combina com a necessidade de crescimento que nós temos”, disse Lula.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.