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Líder do PT pede prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro em meio ao julgamento da trama golpista

Representação no STF acusa Eduardo Bolsonaro de articular pressão externa com Donald Trump e pede bloqueio de salários e prisão preventiva

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) vai deixar de ser líder do PT na Câmara • Reprodução / Câmara dos Deputados

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira (9) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O pedido inclui a prisão preventiva do parlamentar, além do bloqueio de salários e verbas parlamentares que, segundo o petista, vêm sendo pagos de forma irregular, já que Eduardo está há meses fora do país.

A iniciativa ocorre no mesmo dia em que o STF julga a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro na articulação da suposta tentativa de golpe de Estado. Para Lindbergh, o filho do ex-presidente atua como peça-chave de uma ofensiva internacional contra a democracia brasileira.

“O que está em jogo não é liberdade de expressão, mas chantagem e intimidação para sabotar o Estado de Direito”, sustenta Lindbergh. O pedido de prisão preventiva argumenta que a medida seria necessária para preservar a ordem pública, a independência da Justiça e o andamento das investigações.

Com o julgamento de Jair Bolsonaro em curso, o gesto do líder petista amplia a disputa política em torno da atuação da família Bolsonaro e reforça a estratégia do PT de levar o embate do plenário do Supremo para o campo criminal.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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