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Irmão de Cleitinho, Gleidson afirma que respeita decisão de Flávio, mas permaneceria no Brasil

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (29), Gleidson disse respeitar a decisão do senador e desejou que ele esteja feliz nos Estados Unidos, mas afirmou que, se estivesse no lugar de Flávio, permaneceria no Brasil para provar a própria inocência

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Deputado Gleidson Azevedo
Gleidson Azevedo • Gleidson Azevedo/Divulgação

O deputado federal eleito Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), afirmou que teria permanecido no Brasil se estivesse na situação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que viajou para os Estados Unidos após perder as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à Rádio Itatiaia na quinta-feira (29), Gleidson disse respeitar a decisão do senador, mas avaliou que ele deveria ficar no país para provar a própria inocência.

“Assim, eu respeito ele ter viajado, né, para os Estados Unidos. Eu não ia agir assim, eu, Gleidson. Mas eu respeito até porque a gente sabe que o que aconteceu com ele, assim que acabou as eleições, acho que com sete minutos depois que acabou as eleições já estavam pedindo o passaporte dele”, declarou ele.

Gleidson afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro continuaria "sendo alvo de perseguição" caso permanecesse no Brasil e poderia ser preso.

“Então a gente sabe que essa perseguição com o Flávio, se ele ficasse aqui ia continuar e provavelmente ele seria preso. Eu tenho uma opinião de que quem não deve não teme, por isso que eu falo que se fosse eu, ficaria, porque o que eu mais quero é que o STF me investigue, que a Polícia Federal me investigue”, disse.

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O deputado eleito citou a própria passagem pela Prefeitura de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, para justificar sua posição. Segundo ele, chegou a procurar o Ministério Público para pedir que fosse investigado.

“Porque eu quando fui prefeito, né, durante cinco anos e meio, eu mesmo fui no Ministério Público, eu mesmo pedi para me investigar porque eu tenho as mãos limpas e nunca fiz nada de errado. Então, assim, eu acho que quando a gente não deve a gente tem que estar aqui para poder provar a inocência”, afirmou.

Apesar das críticas à saída do senador, Gleidson disse esperar que Flávio esteja bem nos Estados Unidos. “Mas eu respeito, espero né que a atitude dele ele possa estar feliz onde que ele está lá”.

Flávio como liderança da direita

Questionado sobre Flávio Bolsonaro ter se declarado "líder do Brasil" em carta divulgada após o senador chegar aos EUA, Gleidson considerou legítimo que o senador busque ocupar esse espaço político, mas ponderou que a direita perdeu a disputa presidencial.

“Uai, assim, ele querer ser o líder eu acho até viável, que a gente sabe que hoje as grandes lideranças da direita passa pelo Flávio, passa pelo Nikolas e a gente está aqui para poder somar, né?”, afirmou.

Sobre a possibilidade de Flávio se apresentar como presidente da República, Gleidson disse: “Agora, falar que é o presidente da República, eu acredito que infelizmente não é o que a gente queria e a gente perdeu as eleições”.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

 

 

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