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Interventor federal no DF culpa ex-secretário de Justiça por atos violentos em Brasília

Ricardo Cappelli assumiu as ações da segurança pública do DF após episódios de violência do último domingo (8)

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Ricardo Cappelli (esq.) foi nomeado por Lula como interventor federal no DF até 31 de janeiro
Ricardo Cappelli  • Divulgação/Instagram

O interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, culpou o ex-secretário de Justiça do DF, Anderson Torres, pela falta de ação das forças de segurança na repressão aos atos golpistas que culminaram com a invasão, depredação e saque dos prédios do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.

Em uma rede social, Cappelli disse que Torres tomou posse no dia 2 de janeiro, exonerou a direção da pasta e viajou.

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De acordo com Cappelli, o que mudou entre a organização da segurança da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - em que não houve registros de atos violentos em Brasília - para o domingo seguinte, dia 8 de janeiro, foi a nomeação de Torres.

Anderson Torres, que era ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL), deixou a pasta com o fim do governo e foi nomeado para a secretaria pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). No dia dos atentados na capital federal, ele estava nos Estados Unidos com a família.

Torres acabou sendo exonerado pelo próprio Ibaneis em meio ao caos na segurança pública do DF. Mais tarde, o próprio governador foi afastado do cargo por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.