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Instalação de Ministério da Segurança pode ficar para 2027

Com vitória de Lula, avaliação interna é de que recriação perde urgência imediata e pode esperar próximo orçamento

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Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Esplanada dos Ministérios, em Brasília • Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a instalação do Ministério da Segurança Pública perde a urgência imediata e pode ficar para 2027.

O governo projeta que pode até recriar a pasta ainda neste ano como aceno ao cumprimento da proposta em uma área que desafiou Lula durante a eleição. O pleno funcionamento da pasta, no entanto, pode ficar para o ano que vem por questões orçamentárias.

A avaliação é de que o tema tinha prioridade máxima como aceno eleitoral. Lula condiciona a recriação da pasta, que existiu no governo Temer, à aprovação da PEC da Segurança.

O governo correu para fazer a votação final da matéria no plenário do Senado antes do segundo turno, mas a iniciativa foi freada diante da casca de banana colocada pela oposição em levantar na discussão da PEC o tema da maioridade penal.

Lula também avalia quem pode ser o ministro da pasta. Alguns auxiliares fazem circular o nome do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para a função.

O petista, no entanto, é visto como uma figura distante do tema e não teria interesse, segundo governistas ouvidos sob reserva.

A avaliação interna é de que a pasta preferencialmente deve ser assumida por quem não dependa dos resultados efetivos dela para a atividade política, justamente porque os ganhos pessoais com o ministério são arriscados.

No Congresso, governistas aguardam o comando do Planalto para retomar a articulação junto ao presidente Davi Alcolumbre (União) para a aprovação da PEC da Segurança.

Um dos desafios será decidir se o PT vai ou não endossar uma emenda do senador Camilo Santana, líder da bancada na casa, para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. O partido não teve consenso sobre a ideia, que vai na contramão do que é defendido historicamente pela esquerda.

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