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Governo Zema faz acordo com Codemge, que vai gerir obras de reparo nos elevadores da Cidade Administrativa

De acordo com o Governo de Minas, o objetivo é dar celeridade ao processo de reparo nos equipamentos; previsão para conserto total é de seis meses

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Secretaria de Estado de Fazenda atualizou, nesta quarta-feira (3), o valor da dívida mineira • Gil Leonardi / Imprensa MG

O Governo de Minas designou a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) como órgão responsável por conduzir as obras de reparo nos elevadores da Cidade Administrativa. O objetivo, segundo o Executivo estadual, é dar mais agilidade às intervenções para que a retomada dos equipamentos seja feito "no menor tempo possível". Para viabilizar as obras estruturais, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Codemge assinaram um termo de composição.

Segundo a Companhia, as empresas que irão executar o serviço ainda estão sendo definidas e a previsão é de que as obras comecem no mês de julho. A expectativa é de que os elevadores voltem a funcionar, de forma gradual, no segundo semestre de 2024 — ainda sem data definida. Também não há uma definição sobre os recursos que serão gastos nas obras.

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De acordo com a secretária Luísa Barreto, ao designar a Codemge como responsável pela condução das obras, o Governo de Minas tenta dar mais flexibilidade para a execução das obras. Em uma primeira tentativa, empresas sondadas para executar o serviço desistiram.

“No procedimento anterior, de contratação emergencial por parte do Governo de Minas, infelizmente a empresa vencedora não quis assinar o contrato. Nesse sentido, buscando conferir mais celeridade ao processo, percebeu-se a possibilidade de execução via Codemge, uma vez que a empresa, por estar submetida a outros dispositivos legais, tem uma maior flexibilidade nessa contratação e conseguirá prosseguir com esse procedimento de forma mais rápida”, afirma.

No final da semana passada, o vice-governador Mateus Simões (Novo) estimou que os primeiros elevadores voltem a funcionar em um prazo de dois meses. Segundo ele, uma solução definitiva para os mais de 50 equipamentos que estão totalmente interditados, não deve demorar menos do que seis meses.

“Nós já estamos com uma contratação emergencial para garantir que os elevadores sejam gradativamente consertados. Cada um que for consertado você tem que desmontar o elevador interinho, tirar ele lá de dentro para refazer a estrutura de concreto atrás dele”, explica Simões.

Problema foi constatado em setembro

A interrupção dos elevadores que transportam, sobretudo, servidores públicos estaduais, começou no Prédio Minas, em setembro do ano passado, quando foram constatados os primeiros problemas estruturais nos equipamentos. De acordo com o Governo de Minas, técnicos da equipe de manutenção notaram a presença de pó de concreto no fosso dos elevadores, o que não deveria acontecer.

“Quem estava preocupado em fazer negócio não estava preocupado em fazer, bem feito, o prédio”, criticou, ao sinalizar que parte das nove construtoras contratadas para executarem as obras reconheceram práticas de corrupção em acordos de leniência firmados com o Estado.

“As construtoras que fizeram a Cidade Administrativa já assinaram conosco acordo de leniência reconhecendo que elas praticaram superfaturamento e conluio para ganhar essa licitação e já devolveram R$ 400 milhões para o governo do estado de Minas Gerais”, afirmou.

Os recursos, no entanto, não foram totalmente pagos, já que os acordos preveem o ressarcimento em parcelas que serão repassados ao Governo de Minas nos próximos anos.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.