Governo vai proibir frete de empresas que não seguem preço mínimo
Medidas para reforçar a fiscalização foram anunciadas diante de uma mobilização grevista da categoria

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), anunciou nesta quarta-feira (18) que empresas que descumprirem o piso mínimo do frete para caminhoneiros serão impedidas de contratar transporte de cargas.
Instituída em resposta à última grande paralisação dos caminhoneiros, em 2018, a tabela estabelece o valor mínimo do frete e considera variáveis como o tipo de carga, distância percorrida, número de eixos, entre outros componentes.
A medida faz parte de um pacote para reforçar a fiscalização da tabela diante da mobilização em torno da deflagração de uma greve da categoria, em protesto contra o aumento do preço do diesel no Brasil. As ações foram anunciadas pelo emedebista em coletiva de imprensa, ao lado do diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.
Renan informou ainda que, a partir de agora, o governo fiscalizará todos os fretes no país, tanto eletronicamente como presencialmente.
Durante a explicação das medidas, o ministro também divulgou a lista das maiores empresas infratoras nos últimos 4 meses. São elas:
Em número de autuações:
- BRF;
- Vibra Energia;
- Raízen;
- Ambev;
- Cargill;
Por maior volume econômico de multas:
- BRF;
- Motz Transportes;
- TransÁgil Transportes;
- Unilever;
- SPAL Indústria de Bebidas.
Segundo Renan, no total, foram 15 mil empresas infratoras nos últimos 4 meses, que acumularam um montante de R$ 416 milhões em multas.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.
