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Governo de Minas critica perda de validade de MP do Propag: 'Nada evolui'

A medida provisória que permitia que o BNDES fizesse a avaliação das estatais a serem federalizadas perdeu a validade na última sexta-feira (22)

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O governador Romeu Zema (Novo) e o vice-governador Mateus Simões (Novo).
O governador Romeu Zema (Novo) e o vice-governador Mateus Simões (PSD).  • Gil Leonardi | Imprensa MG

Após a Medida Provisória (MP) que permitia ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avaliar estatais perder a validade, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), usou as redes sociais para afirmar que decisões como essa “atrasam” o Programa de Pagamento das Dívidas dos Estados com a União (Propag).

De acordo com Simões, a equipe do governo mineiro esteve em Brasília para tratar da pauta do Propag, mas sem sucesso. “Nada evolui da parte deles”, escreveu o vice-governador.

O fim da validade da MP foi declarado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), em publicação no Diário Oficial da União, na última sexta-feira (22).

Segundo os termos do programa, o BNDES ficaria responsável por realizar a avaliação dos bens oferecidos pelos estados interessados em renegociar suas dívidas.

“O governo federal segue batendo cabeça, não aprovou a MP no Congresso e não fez o BNDES cumprir os prazos que ele mesmo impôs. Lamentável e preocupante ver a quem o Brasil está entregue”.

— escreveu Simões no X, antigo Twitter.

O tempo para Minas e outros estados é apertado. A lista de ativos a ser a avaliada pelo BNDES precisa ser entregue até o dia 30 de outubro. Os governos precisam aderir ao Propag até o dia 31 de dezembro.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.