Belo Horizonte
Itatiaia

Gilmar Mendes rebate fala de Lula: 'Conceito de democracia não é relativo'

Ministro do STF usou suas redes sociais para rebater declarações do presidente Lula sobre o conceito de democracia

Por
Ministro do STF, Gilmar Mendes, rebateu declarações do presidente Lula sobre conceito de democracia
Ministro do STF, Gilmar Mendes, rebateu declarações do presidente Lula sobre conceito de democracia • Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais neste domingo (2) para rebater o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmar que “o conceito de democracia não é relativo”. 

Veja mais: 'Conceito de democracia é relativo para você e para mim', diz Lula ao responder sobre eleições na Venezuela

Na quinta-feira (29), durante uma entrevista à Rádio Gaúcha, Lula foi questionado sobre o cenário político na Venezuela e respondeu que o país vizinho fez mais eleições que o Brasil nos últimos anos. 

"A Venezuela, ela tem mais eleições que o Brasil. O conceito de democracia é relativo para você e para mim. Eu gosto da democracia porque ela me fez chegar à Presidência da República pela terceira vez, e é por isso que eu gosto da democracia e a exerço em sua plenitude", afirmou Lula.

A declaração de Lula foi alvo de críticas de vários políticos da oposição e minimizada por aliados do Palácio do Planalto. 

Recado de Gilmar

Neste domingo (2), Gilmar Mendes usou suas redes sociais para rebater a fala de Lula: “O conceito de democracia não é relativo. Após a superação dos regimes totalitários do século XX, a democracia não pode, seriamente, ser concebida como uma fórmula vazia, apta a aceitar qualquer conteúdo”, escreveu o ministro do STF. 

Ele continuou com uma série de postagens fazendo referências diretas às declarações de Lula, mesmo sem citar o presidente da República. 

“Não é democrático um regime político em que, por exemplo, o Chefe do Executivo vale-se do poder militar para subjugar Congresso e Judiciário (e para garantir a eliminação física dos cidadãos que ousem denunciar abusos ditatoriais). A realização de eleições, em tal hipotético cenário, jamais poderia afiançar o caráter democrático de um regime político: aos eleitores não cumpre escolher entre governo e oposição, mas apenas referendar a vontade do ditador de plantão”, afirmou Gilmar Mendes.

Por

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.