Gabinete de Chiquinho Brazão amanhece vazio; Câmara vai analisar prisão
Apontado como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco, deputado está preso em Brasília após operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Portas trancadas e gabinete vazio. Esse era o cenário do gabinete 507 no anexo IV da Câmara dos Deputados que abriga o escritório de Chiquinho Brazão, deputado federal pelo Rio de Janeiro que foi preso no último domingo após ser apontado pela Polícia Federal como um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, em 2018. Expulso do União Brasil no mesmo dia em que foi preso, Brazão também deve perder o mandato parlamentar na Câmara nos próximos meses.
Vizinhos do gabinete de Brazão apontam que, tradicionalmente, a movimentação nos gabinetes nas manhãs de segunda costuma ser atípica. Mesmo assim, ao longo da manhã, nenhum funcionário do deputado apareceu no período em que a reportagem da Itatiaia esteve no local.
Por ter imunidade parlamentar, como determina a Constituição Federal, o deputado ainda precisa ter a prisão referendada pelo plenário da Câmara. Para isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa comunicar à Câmara ainda nesta segunda-feira sobre a prisão. A decisão de manter ou não a detenção é tomada por maioria absoluta dos deputados em votação aberta. Ou seja, ao menos 257 votos dos 513.
Em casos como esse, é comum que a análise em plenário seja feita já na sessão seguinte. É o que aconteceu quando os deputados votaram pela prisão de Daniel Silveira, que teve o mandato cassado e foi condenado a 8 anos e 9 meses de detenção por declarações contra os ministros da Corte. O mesmo ocorreu com a prisão do deputado Wilson Santiago (PTB-PB), em 2020, que teve o pedido de cassação rejeitado.
O rito legal prevê que o parecer sobre a prisão passe pela Comissão de Comissão de Justiça e Cidadania e seja apresentado diretamente no Plenário em regime de urgência. Na sessão no Plenário, a defesa do parlamentar terá a oportunidade de se manifestar.
No domingo (24), após a federalização do caso, a Polícia Federal prender Domingos Brazão (Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Chiquinho Brazão (Deputado Federal) e Rivaldo Barbosa (Ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro). Os irmãos Brazão são apontados como mandantes do crime, enquanto Rivaldo teria atuado para atrapalhar as investigações ao longo dos anos.
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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



