Flávio Bolsonaro sobre convocação de Crivelatti na CPMI: ‘estamos passando vergonha no mundo jurídico’
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendeu a decisão proferida pelo ministro do STF André Mendonça

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (19) que a CPMI dos Atos Antidemocráticos está passando vergonha no mundo jurídico ao convocar pessoas já investigadas pela Polícia Federal para depor. Flávio Bolsonaro defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que desobriga o ex-ajudante de ordens da presidência Osmar Crivelatti a prestar depoimento.
Na avaliação do senador Flávio Bolsonaro, a CPMI errou ao convocar para depor uma pessoa que já é investigada pela Polícia Federal. “Nós estamos dando motivo para o Supremo tomar essas decisões. Porque é constante, uma pessoa que é claramente investigada é convocada para sentar aqui na condição de testemunha. Está errado. Estamos passando vergonha no mundo jurídico. É óbvio que a pessoa vai buscar o Supremo, e conseguir um habeas corpus”, ponderou.
O senador Flávio Bolsonaro acusou a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), de tentar incluir na CPMI o inquérito sobre a venda de joias e artigos de luxo do Estado Brasileiro no Exterior. “Ele (Crivelatti) não tem absolutamente nenhuma ligação com o 8 de janeiro. A relatora insiste em pautar a questão de joias e presentes do ex-presidente Jair Bolsonaro aqui na CPMI de 8 de janeiro. É previsível que algum ministro do Supremo Tribunal Federal vai conceder ordem para que a pessoa não venha aqui, porque não tem que vir mesmo”, opinou o senador.
O senador Flávio Bolsonaro advertiu o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA) e a relatora da CPMI que eles poderiam ser enquadrados em abuso de autoridade. “Qual o fundamento para trazer o Crivelatti aqui hoje? Qual a relação, o nexo de causalidade com o escopo da CPMI? Nenhum”, questionou o senador.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
