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Flávio Bolsonaro diz que se apresentou como 'futuro presidente do Brasil' para Trump

Ainda segundo o senador, Trump teria perguntado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no início da reunião que aconteceu na semana passada

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Leticia Oliveira / CMBH.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, na semana passada, quando esteve na Casa Branca para se encontrar com Donald Trump, apresentou-se ao republicano como "futuro presidente do Brasil". A declaração do parlamentar e pré-candidato à Presidência da República foi dada nesta terça-feira (2), na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), durante a entrega do título de cidadão honorário da capital mineira.

"Nice to meet you, Mr. President. I'm the next president of Brazil, Flávio Bolsonaro ('Prazer em conhecê-lo, senhor presidente. Eu sou o próximo presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro', em português)", disse o senador.

Ainda segundo o parlamentar, Trump teria perguntado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, no início da reunião. "Eu disse que ele está bem, que é um cara forte, que está sendo injustiçado, mas que iremos honrá-lo", declarou.

Terrorismo e novas tarifas

Durante a agenda nos Estados Unidos, Flávio também se encontrou com Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump.

Dias após a reunião, o governo dos Estados Unidos anunciou a designação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O gesto foi comemorado pelo senador e por aliados, que viram um "respiro" na pré-campanha eleitoral, já que Flávio tentava solucionar uma crise causada pelo vazamento de mensagens trocadas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A designação não é bem vista pela gestão do presidente Lula (PT), que defendia o diálogo entre os dois países para combater o crime organizado. Em nota, o governo federal afirmou que organizações criminosas como PCC e CV espalham o terror em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, armas e milícias. Argumentou, no entanto, que os grupos atuam por motivação financeira, e não por razões ideológicas, políticas ou religiosas.

"A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz trecho.

Em outra parte do comunicado, o governo Lula cita diretamente a família Bolsonaro, afirmando que integrantes do núcleo familiar viajam aos Estados Unidos para "defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço".

Dias depois, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs, em documento divulgado no fim da noite desta segunda-feira (1º), a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras, exceto as mercadorias classificadas como "sujeitas às tarifas de segurança nacional".

A decisão final caberá ao presidente Trump.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.