Fiemg pede desoneração da folha de pagamento ao governo em carta entregue a ministro do Trabalho
Federação das Indústrias reivindica que o governo atue para reduzir o impacto dos encargos de mão de obra nas empresas

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) entregou uma carta com reivindicações do setor industrial e empresarial de Minas Gerais ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), na tarde desta terça-feira (6).
O ministro cumpre uma série de agendas em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, desde esta segunda-feira (5).
De acordo com o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o objetivo da reunião e da entrega da carta é melhorar a relação entre empregadores e empregadores.
"A interpretação nossa sempre tem sido da primazia da negociação coletiva, da harmonia entre trabalhador e empresário. Por isso, nossas propostas tiveram essa visão, procuram a visão consensual. Alguns pontos burocráticos com relação a temas específicos da relação entre empresas e Ministério do Trabalho, mas a maioria dos temas foi da relação entre empregadores e trabalhadores e do papel do MTE como orientador e mediador e também regulador desse processo", afirmou.
Em entrevista coletiva concedida ao lado de Luiz Marinho, Roscoe também voltou a defender a importância da reforma tributária e pediu que o governo considere incluir, no texto, a desoneração dos encargos sobre a mão de obra.
A intenção é fazer com que o trabalhador custe menos para o empregador. Segundo a Fiemg, isso irá impulsionar a geração de empregos e dará margem para o pagamento de melhores trabalhos aos funcionários.
"A Fiemg defende que, na reforma tributária, seja contemplada a desoneração dos encargos sobre a mão de obra e que esse passe para outra base de arrecadação que não a folha de pagamento. Dessa maneira, você desonera o emprego, torna menos oneroso para quem emprega e cria maior potencial de geração de empregos", defende.
Ainda de acordo com Flávio Roscoe, a desoneração por abrir espaço para um aumento salarial do trabalhador.
"Hoje, para cada 1 real que o trabalhador recebe, é pago quase 1 real em outras contribuições, que oneram e reduzem potencial de crescimento salarial. É uma medida de resgate da competitividade da economia brasileira e do trabalho brasileiro", completou.
Por sua vez, Luiz Marinho afirma que este é um pleito de grande parte dos empregadores no país. O ministro ressaltou que o tema é complexo, mas precisa ser analisado.
"Todos os setores empresariais de bom senso vão trabalhar para que o trabalho seja o mais saudável e de melhor qualidade possível. A Fiemg reivindica um debate que todo setor empresarial reivindica: pensar a oneração da folha de pagamento, do trabalho. É um assunto complexo, mas é necessário que a gente olhe", disse.
Trabalho escravo e reforma trabalhista
Esse é o segundo dia de compromissos do ministro Luiz Marinho em Minas Gerais. Ontem, ele assinou um pacto com o Conselho Nacional do Café para melhoria de condições de trabalho na cafeicultura do estado.
Marinho também compareceu a uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde defendeu revisão da reforma trabalhista, aprovada pelo governo de Michel Temer, em 2017. Dentre os pontos de atenção citados pelo ministro estão a terceirização e a negociação individual entre trabalhador e empregador.
"Eu acho que a terceirização, do jeito que ficou, ficou muito aberta. E tem levado a partir dessas contratações, subcontratações, terceirização, quarteirização, chegando lá na ponta, ao trabalho análogo à escravidão. Acho que é um tema merecido de ser revisto", avaliou.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



