Federalização de estatais deve ser prioridade da Assembleia após recesso, diz Simões
O Comitê Gestor do Propag em Minas se reuniu nesta quarta-feira (16) para discutir a ausência de um posicionamento do Tesouro Nacional sobre os ativos públicos

O governo de Minas Gerais quer que o projeto que autoriza a venda de empresas estatais seja a prioridade da Assembleia Legislativa após o recesso parlamentar. A pressa, segundo o vice-governador Mateus Simões (Novo), se deve ao prazo para aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados com a União (Propag) e também à postura da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinculada ao Ministério da Fazenda.
"Não tivemos resposta ainda sobre quais são as empresas que eles aceitaram, nem as condições em que aceitariam essas empresas. Também ainda não recebemos resposta formal sobre o modelo de avaliação, já que a avaliação do BNDES só será feita no ano que vem".
Em agosto, quando os deputados retomarem as atividades no Legislativo, a expectativa do vice-governador é que a discussão envolvendo as estatais, como a Cemig e a Copasa, seja prioridade. "Os projetos dos imóveis e da Universidade do Estado, a UEMG, são importantes, mas eu dedicaria minha atenção, no começo do próximo mês, considerando os dados que tivemos e o prazo mais curto para as empresas, à discussão sobre as estatais", avaliou.
Diferentes projetos
Cada estatal a ser federalizada tem um projeto próprio no chamado "Pacote Propag", conjunto de textos enviados pelo Executivo para a Assembleia. Um deles, no entanto, trata, de forma geral, da autorização para transferir à União as participações societárias nas empresas estatais de propriedade do Estado.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



