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Caiado evita cravar taxa das blusinhas e promete frear avanço da dívida

Candidato diz que ouvirá setores da sociedade e defende reforma administrativa e corte de gastos

PorBrasília
Caiado diz que ouvirá setores da sociedade e defende reforma administrativa e corte de gastos.
Caiado diz que ouvirá setores da sociedade e defende reforma administrativa e corte de gastos. • Foto: Hegon Guimaraes

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado afirmou que não pretende definir antecipadamente se manterá a chamada “taxa das blusinhas” ou qual seria o percentual da cobrança em um eventual governo.

Questionado sobre o tema, Caiado disse que pretende ouvir diferentes setores da sociedade antes de tomar decisões. Segundo ele, medidas econômicas devem ser adotadas com “equilíbrio” e sem caráter oportunista durante a campanha eleitoral.

O candidato também criticou o que classificou como medidas populistas adotadas próximas às eleições e afirmou que seu governo teria como prioridades a responsabilidade fiscal, regras claras e segurança jurídica para estimular investimentos.

Ao ser questionado sobre possíveis cortes de benefícios e despesas em setores como agro e indústria, Caiado afirmou que ainda não é possível detalhar quais áreas seriam atingidas.

Segundo o candidato, seria necessário primeiro obter um diagnóstico completo das contas públicas. Ele defendeu limitar o crescimento da dívida a uma faixa entre 40% e 50% do Produto Interno Bruto, o PIB, mas afirmou que os estudos ainda precisam ser concluídos.

Caiado confirmou, porém, que pretende promover uma reforma administrativa e discutir com os demais Poderes medidas para reduzir gastos públicos.

O candidato também criticou o atual modelo de funcionamento das agências reguladoras. Para Caiado, esses órgãos perderam parte da autonomia e da característica técnica que deveriam ter. Ele afirmou que indicações políticas teriam substituído critérios técnicos na escolha de dirigentes e defendeu mudanças no modelo de seleção.

Caiado também propôs acompanhamento periódico das decisões das agências e mecanismos de compliance para verificar se as medidas adotadas atendem ao interesse público, e não a grupos políticos ou empresas específicas.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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