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Facções responderam por quase metade dos crimes financeiros no Brasil em 2024, aponta estudo

Levantamento mostra que o crime organizado têm diversificado seus métodos de lavagem de dinheiro no Brasil

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Salário médio de admissão em 2024 foi de R$ 2.177, mostra Caged | CNN Brasil
Salário médio de admissão em 2024 foi de R$ 2.177, mostra Caged | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

O crime organizado foi responsável por quase metade das irregularidades praticadas no sistema financeiro do Brasil no ano passado. É o que aponta um estudo realizado pelo Instituto Esfera, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (25).

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por receber, examinar e identificar ocorrências suspeitas de transações ilícitas, mostra que as categorias tráfico de drogas e facções criminosas responderam, em 2024, por 48,5% dos crimes citados nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) produzidos pela instituição.

Na comparação, essas categorias representavam 22,9% das informações levantadas pelo Coaf em 2015.

Segundo o levantamento, as facções criminosas têm diversificado seus métodos de lavagem de dinheiro, que passaram a se dar principalmente por meio das fintechs – empresas de tecnologias financeiras –, das plataformas de apostas online e dos criptoativos.

Entretanto, o estudo indica que o total de servidores alocados no Coaf é estimado em 93 funcionários, abaixo de outras unidades de inteligência financeira no mundo, como a dos EUA, com 300 trabalhadores, e a da França, com 230.

“O relatório conclui que o fortalecimento da capacidade institucional do Coaf, sua independência e autonomia enquanto unidade de inteligência financeira são fundamentais para combater o crime organizado no Brasil”, completa Bottini.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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