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Conheça a carreira política de Samara Mineiro, pré-candidata ao Governo do DF

Pré-candidata da Unidade Popular disputa pela primeira vez o comando do Palácio do Buriti

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Samara é professora de Geografia da rede pública • Donavan Sampaio/Divulgação

A professora Samara Mineiro (UP) é candidata ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. O nome dela foi oficializado em convenção da Unidade Popular (UP) realizada em julho, ao lado de Thaís Oliveira, candidata a vice-governadora, e de Guilherme Amorim, que concorrerá ao Senado.

A pré-candidata representa uma candidatura de esquerda socialista vinculada aos movimentos populares, ao sindicalismo e à defesa dos serviços públicos. Sem ter exercido mandato eletivo, Samara tenta transformar a experiência como educadora e militante em uma alternativa aos grupos políticos tradicionais do Distrito Federal.

Samara nasceu em Ceilândia, uma das regiões administrativas mais populosas do Distrito Federal. Estudou em escolas públicas e, posteriormente, passou a atuar na mesma rede como professora. Atualmente, mora em Sobradinho.

É formada em Geografia pela Universidade de Brasília (UnB). Seu trabalho de conclusão de curso, apresentado em 2015, abordou temas relacionados ao desenvolvimento e à organização territorial. Também participou de pesquisa acadêmica sobre as transformações da rede urbana brasileira.

Na educação pública, Samara atuou no ensino regular e na Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Em 2019, foi nomeada para o cargo de professora de Educação Básica, na área de Geografia, após aprovação em concurso público da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Ela é coordenadora do Movimento Luta de Classes no Distrito Federal, organização que atua em pautas relacionadas às condições de trabalho, aos direitos dos servidores e à mobilização sindical. Também participa de debates sobre a organização dos profissionais da educação e a valorização do serviço público.

A atuação sindical influencia seu discurso eleitoral. Samara defende concursos públicos, valorização profissional, redução das contratações temporárias e fortalecimento das estruturas mantidas diretamente pelo Estado.

Samara também atua no Movimento de Mulheres Olga Benário, organização feminista ligada a pautas como o enfrentamento à violência contra a mulher, a defesa de políticas públicas de proteção e a criação de espaços de acolhimento.

No Distrito Federal, participou da mobilização em defesa da Casa de Referência da Mulher Ieda Santos Delgado, espaço ocupado por movimentos sociais para atender mulheres em situação de violência e vulnerabilidade.

Saúde como prioridade

Samara apresenta a saúde pública como a principal emergência do Distrito Federal. A pré-candidata defende a adoção de medidas imediatas para reduzir as filas por consultas, exames e cirurgias. Segundo ela, o governo deve ampliar o atendimento e reorganizar a rede para evitar que pacientes permaneçam meses ou anos esperando por procedimentos.

Entre suas propostas estão a realização de concursos para profissionais da saúde, o fortalecimento da atenção primária e a ampliação das equipes que atuam nas unidades básicas.

Defende a extinção ou profunda reformulação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, o Iges-DF. Para Samara, hospitais e unidades administrados pelo instituto devem retornar à gestão direta do governo, processo que a candidata chama de reestatização da saúde pública.

Como professora, a pré-candidata coloca a educação no centro de sua plataforma. Ela defende a realização de concursos em todas as áreas, o cumprimento das metas do Plano Distrital de Educação e a construção de escolas e creches nas regiões que apresentam maior demanda.

Samara também propõe que as creches deixem de depender principalmente de entidades conveniadas e sejam incorporadas à administração direta do governo. A intenção declarada é ampliar o número de vagas, garantir profissionais concursados e estabelecer um padrão público de atendimento.

Busca apresentar uma candidatura voltada especialmente aos trabalhadores e moradores das regiões periféricas. Seu discurso ressalta as diferenças entre o Plano Piloto e regiões administrativas que convivem com menor acesso a hospitais, escolas, transporte público, cultura, lazer e oportunidades de emprego. A plataforma da UP propõe concentrar investimentos públicos nos territórios que apresentam os piores indicadores sociais.

Direitos das mulheres

A experiência no Movimento de Mulheres Olga Benário orienta parte das políticas defendidas por Samara, como criação de mais casas de acolhimento, atendimento psicológico e jurídico gratuito, fortalecimento das delegacias especializadas e apoio financeiro e habitacional para mulheres que precisam deixar o convívio com o agressor.

A candidata também defende políticas específicas de emprego, educação e saúde para as mulheres, além da ampliação de creches públicas como instrumento para garantir autonomia econômica.

 

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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