EUA criticam Moraes: Dino sai em defesa do colega de Supremo
Nota com críticas à Justiça brasileira foi publicada por órgão ligado ao Departamento de Estado dos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes. Por meio de nota publicada em uma rede social, o magistrado disse que "manifesta solidariedade pessoal" ao colega de Supremo.
"Tenho certeza de que ele permanecerá proferindo ótimas palestras em todo o território brasileiro, assim como nos países irmãos. E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome", completou o ministro.
Contexto: Uma nota com críticas à Justiça brasileira foi publicada por órgão ligado ao Departamento de Estado dos EUA. Ela cita o bloqueio de redes sociais americanas por parte das autoridades brasileiras.
Sem citar determinações do ministro Alexandre de Moraes a empresa Rumble (leia mais abaixo), o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental diz que as ordens vão contra os valores democráticos e a liberdade de expressão.
Veja também: Caso Rumble: Governo Lula rebate crítica dos EUA sobre decisão de Moraes
Nas últimas semanas, Moraes e a plataforma Rumble, sediada na Flórida, passaram a protagonizar disputas jurídicas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
O ministro brasileiro determinou, na última sexta (21), o bloqueio da Rumble em todo o Brasil após a empresa não indicar representante legal no país.
Na decisão, Moraes apontou “reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros”.
As duas empresas acionaram a Justiça americana apontando censura contra usuários. A ação contesta as ordens do magistrado brasileiro que supostamente censuraram conteúdo de um “dissidente político” em plataformas sociais, alegando violações da Primeira Emenda da lei americana.
Nessa terça, a juíza Mary Stenton Scriven, de Tampa (Flórida), negou uma liminar da Rumble e da Trump Media & Technology para barrar o cumprimento de ordens do ministro brasileiro.
Ao analisar o caso, contudo, a juíza compreendeu que as decisões de Moraes não se aplicam às empresas nos EUA. Scriven cita a Convenção de Haia e um tratado de assistência jurídica mútua assinado entre Brasil e Estados Unidos.
Além disso, a magistrada entendeu que a Rumble e a Trump Media & Technology não são obrigadas a cumprir as determinações de Moraes nos Estados Unidos.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.



