'Esse Poder Judiciário não nos representa', diz presidente do PT sobre crise no STF
Edinho Silva, em BH, reconheceu que crise institucional na Corte afetou a campanha do presidente Lula e atribuiu o escândalo do Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro

O presidente do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse, em entrevista coletiva em Belo Horizonte nesta quarta-feira (23), que o Poder Judiciário “não representa” a legenda.
O dirigente da sigla reconheceu os impactos da crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) na campanha de reeleição do presidente Lula (PT), afirmando que “quando a institucionalidade é atingida, todos os Poderes são atingidos”.
Edinho Silva esteve na capital mineira para acompanhar o candidato do partido ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, em uma das agendas realizadas dias antes da votação em primeiro turno, que acontece no próximo dia 4 de outubro.
Em Belo Horizonte, o presidente do PT afirmou que “não se pode exigir do trabalhador, que muitas vezes levanta cedo, de madrugada”, uma diferenciação entre o Judiciário e o Executivo. O dirigente respondia a uma pergunta sobre as últimas pesquisas eleitorais, que apontam um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto.
. É muito diferente."]O presidente Lula tem levantado a sua voz para que a gente possa mudar essa cultura política, mudar o sistema político brasileiro. Estamos conversando com o povo com muita calma, muita tranquilidade, mostrando que o Poder Judiciário é uma coisa, o Executivo é outra coisa e o Legislativo também é outra coisa. O presidente Lula tem sido muito firme nas denúncias de corrupção. O Banco Master é uma criação do governo Bolsonaro. O governo Lula prendeu o banqueiro do Master [Daniel Vorcaro]. É muito diferente.
Crise no Supremo
A crise institucional no Supremo Tribunal Federal se intensificou no início de setembro, quando o ministro André Mendonça quebrou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostrou trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A tensão institucional ainda afeta o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



