Belo Horizonte
Itatiaia

Erika Hilton aciona MPF e Direitos Humanos contra grupo acusado de tortura de bebês

Deputada pede que investigações sejam ampliadas para outros estados e solicita assistência às vítimas após operação da Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Por
Erika Hilton pede indenização de R$ 3 milhões a parlamentar acusado de transfobia.
Erika Hilton aciona MPF e Ministério dos Direitos Humanos após operação contra grupo investigado por tortura de bebês • CNN Brasil

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, nesta quinta-feira (9), que acionou o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério dos Direitos Humanos para acompanhar as investigações sobre um grupo suspeito de produzir e comercializar, pela internet, vídeos de tortura contra bebês, crianças e animais. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a atuação da organização criminosa pode não estar restrita ao Rio Grande do Sul, onde a Polícia Federal realizou uma operação que resultou na prisão de nove investigados.

Segundo Erika Hilton, entre os presos está Tiago Ximendes, apontado por ela como integrante do PL, pastor evangélico e ex-coordenador de um posto de atendimento médico da Secretaria de Saúde de Bagé (RS).

A deputada também afirmou que, entre os demais investigados, há dois militares e pessoas que mantinham relação direta com as vítimas. Segundo a parlamentar, um dos envolvidos seria pai de um dos bebês que aparecem nos vídeos investigados.

Na publicação, Erika Hilton destacou que a Polícia Federal já realizou prisões, mas defendeu o aprofundamento das investigações: "Como o material era comercializado na internet, via Telegram, é difícil acreditar que a atuação desse grupo era restrita ao Rio Grande do Sul."

Diante disso, a deputada informou que encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal para que as investigações sejam ampliadas: "Estou acionando o Ministério Público Federal para que as autoridades investiguem a atuação do grupo em outros estados, inclusive São Paulo."

Além do MPF, Erika Hilton afirmou que também acionou o Ministério dos Direitos Humanos para garantir atendimento às vítimas: "Também estou acionando o Ministério de Direitos Humanos para que as vítimas recebam todo o suporte necessário."

A parlamentar defendeu que a responsabilização criminal dos investigados deve ser acompanhada por ações de proteção às vítimas, especialmente às crianças: "Prender e investigar os culpados é essencial. Mas também é essencial que bebês e crianças vítimas de verdadeiras sessões de tortura, praticadas inclusive pela própria família, tenham todo o apoio do Estado."

A Polícia Federal já investiga o caso e cumpriu mandados no Rio Grande do Sul contra suspeitos de integrar o esquema de produção e comercialização dos vídeos pela internet. Até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente a existência de ramificações da organização em outros estados, hipótese que agora também passa a ser defendida pela deputada na representação encaminhada ao Ministério Público Federal.

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.