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'Em 64 ninguém precisou assinar nada', disse Mauro Cid em mensagens obtidas pela PF

Aliados do ex-presidente Bolsonaro demonstraram incômodo com a falta de apoio de parte das Forças Armadas, aponta o relatório de 884 páginas enviadas ao ministro Alexandre de Moraes

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O tenente-coronel Mauro Cid • Lula Marques/Agência Brasil

O relatório da Polícia Federal (PF) mostrou uma conversa do tenente-coronel Mauro Cid, até então ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), comparando a tentativa de golpe de estado em 2022 com o golpe militar de 1964.

Cid conversava com Sérgio Cavaliere, tenente-coronel do Exército. Eles discutiam que o ex-presidente deveria assinar um decreto anunciando estado de sítio, instrumento que pode ser usado pelo governo federal em casos extremos. Neste contexto, Cid relembra o golpe de 1964, dizendo que naquela época "não precisou de ninguém assinar nada" para que os militares tomassem o poder.

Reunião com militares

A investigação indica que no dia 7 de dezembro de 2022, o então presidente Bolsonaro se reuniu com o ministro da Defesa e com comandantes do Exército e da Marinha do Brasil para discutir a minuta do golpe.

No mesmo dia, Mario Fernandes, outro indiciado, enviou um áudio ao general Luiz Eduardo Ramos, conhecido como “Kid Preto”, confirmando a existência do documento: “Kid Preto, falei com o Renato, o decreto é real, foi despachado ontem com o presidente”.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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